“A primeira vez que eu li Emma Goldman não foi em um livro. Eu tinha 16 anos e estava fazendo trilha perto da fronteira de Nevada. O trecho estava pintado de vermelho na parede. Quando eu vi aquelas palavras era como se alguém as tivesse tirado de dentro de mim:
Anarquismo luta pela liberação da mente humana do domínio da religião. Pela liberação do corpo humano do domínio da propriedade. Pela liberação das cadeias e restrições governamentais. O anarquismo luta por uma ordem social baseada na livre associação dos indivíduos
O conceito era puro, simples, verdadeiro. Ele me inspirou. Acendeu uma chama rebelde. Mas, no final eu aprendi uma lição que Goldman, Proudhon e outros aprenderam, que a liberdade verdadeira requer sacrifício e dor. A maioria dos seres humanos apenas acha que quer liberdade. Na verdade, eles anseiam pela escravidão da ordem social, leis severas, materialismo. A única liberdade que o homem realmente quer é a liberdade para ficarem confortáveis”